quinta-feira, 21 de outubro de 2010

3° Congresso Lausanne de Evangelização Mundial

O maior congresso evangélico sobre missões, com 4.200 pessoas presentes e mais de 100 mil acompanhando pela internet, começou na tarde deste domingo, 17 de outubro, na Cidade do Cabo (África do Sul), com a palavra introdutória do presidente do Movimento Lausanne, Doug Birdsall. À noite, aconteceu a abertura oficial, com apresentações de dança, teatro e música dirigidas por artistas africanos. Os hinos entoados enfatizaram o senhorio de Cristo, o teatro mostrou situações de dificuldades na evangelização em cada continente e um documentário em vídeo contou a história resumida do cristianismo, do Pentecostes ao Congresso de Edimburgo em 1910.

Congresso mais pessoal
A grande novidade deste congresso está na platéia. Organizados em 650 grupos de 6 pessoas cada, os milhares de presentes puderam reunir-se, de forma mais pessoal, por quase 2 horas. Compartilharam suas histórias e expectativas. Segundo os organizadores, esta será a tônica metodológica do evento: não um grupo seleto de preletores, mas centenas de diálogos intencionais e programados sobre o conteúdo apresentado nos 6 próximos dias do congresso.

Fabrício Cunha, da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, liderou um dos grupos pequenos e ficou impressionado com a comunhão entre os participantes. “Tínhamos um pastor de mais de 60 anos, que demonstrou o desejo de aprender até o fim da vida. Isso nos ensinou muito. Este é um congresso que valoriza a dimensão pessoal”.

Expectativas
O delegação brasileira conta com cerca de 90 convidados. Ultimato ouviu alguns deles sobre as expectativas para o congresso. Para Robinson Cavalcanti, bispo anglicano, ainda há uma interrogação, mas ele acredita na providência divina para que esta seja uma grande oportunidade para a igreja evangélica. Marcelo Gualberto, da Mocidade para Cristo (MPC), espera que o congresso traga mais esperança. “Quero um renovo de Deus, mais esperança para terminar bem o meu ministério. Acho que comecei bem, porém o mais importante é terminar bem”, diz. Orivaldo Pimentel, pastor da Igreja Batista Viva, de Natal (RN) espera que o congresso resgate algumas questões levantadas por Lausanne 1 (como o papel da igreja como porta-voz da justiça e da paz e o diálogo com a cultura), e não fique com as indefinições do Lausanne 2. “Mas ainda está cedo para avaliar corretamente”, ressalta. Orivaldo criticou a falta de clareza nas falas dos organizadores, mas gostou da reflexão de que o Cristianismo “é a coisa mais global que existe na globalização. Não existe mais lógica pensar em termos de norte, sul, leste, oeste, mas sim da presença global”.

Novo documento
O Primeiro Congresso Lausanne, de 1974, gerou o "Pacto de Lausanne", amplamente reconhecido como o documento de maior importância na história recente da igreja. Neste congresso será gerado "O Compromisso da Cidade do Cabo - uma declaração de fé e um chamado à ação".

John Stott e Billy Graham enviaram suas saudações pessoais, comprometendo-se a orar diariamente. Ao refletir sobre as imensas mudanças que ocorrem no mundo, Billy Graham escreveu de sua casa na Carolina do Norte, EUA: “Uma das tarefas que terão durante o Cape Town 2010 será analisar essas mudanças e avaliar o impacto delas na missão para a qual Deus nos chama hoje”. John Stott manifestou sua satisfação pessoal com o fato do Congresso ser realizado na África: “Minha oração é que vocês partilhem ricamente a bênção que Deus tem derramado sobre a Igreja neste continente assim como a dor e o sofrimento do seu povo ali”.

Para assistir ao vivo a programação do Congresso clique aqui

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